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	<title>Super Natal &#187; Histórias de Natal</title>
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	<description>Este não vai ser apenas mais um Natal...vai ser um Super Natal</description>
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		<title>Feliz Natal eleito o melhor filme em Los Angeles Brazilian Film Festival</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 08:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pai Natal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[
O actor e director Selton Mello ganhou o prémio de melhor realizador com o filme Feliz Natal, que já arrebatou seis estatuetas importantes, e vai participar, em muitos mais.
O filme já ganhou os festivais de Paulínia e Goiânia,e uma menção especial no Festival de Imola, na Itália.
Feliz Natal Quando a guerra rebenta no Verão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2009/03/cartaz-filme-feliz-natal.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-411" title="cartaz-filme-feliz-natal" src="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2009/03/cartaz-filme-feliz-natal.jpg" alt="" width="112" height="165" /></a></p>
<p>O actor e director Selton Mello ganhou o prémio de melhor realizador com o filme Feliz Natal, que já arrebatou seis estatuetas importantes, e vai participar, em muitos mais.</p>
<p>O filme já ganhou os festivais de Paulínia e Goiânia,e uma menção especial no Festival de Imola, na Itália.</p>
<blockquote><p>Feliz Natal Quando a guerra rebenta no Verão de 1914, surpreende e arrasta milhões de homens no seu turbilhão. E o Natal chega, com a neve e as prendas das famílias e dos Estados-Maiores. Nessa noite, um acontecimento notável vai mudar para sempre o destino de 4 personagens: um pastor escocês, um tenente francês, um tenor alemão e um soprano dinamarquês, estrelas da época que, por ocasião da noite de Natal de 1914, se vão encontrar no meio de uma confraternização sem precedentes entre soldados alemães, franceses e britânicos. Vão deixar a espingarda no fundo das trincheiras para irem ter com quem está do outro lado, apertar-lhe a mão, trocar cigarros e chocolate, desejar &#8220;Feliz Natal!&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Fantasma do Natal</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 09:57:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pai Natal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Músicas de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A Christmas Carol&#8221; é uma animação da Disney, que surge em filme numa adaptação do conto de Charles Dickens.
Este filme conta a história do velho e rabugento, Scrooge, que durante a noite de Natal recebe em sua casa a visita de três fantasmas, do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro, e são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8220;<strong>A Christmas Carol</strong>&#8221; é uma animação da Disney, que surge em filme numa adaptação do conto de Charles Dickens.</p>
<p style="text-align: justify;">Este filme conta a história do velho e rabugento, Scrooge, que durante a noite de Natal recebe em sua casa a visita de três fantasmas, do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro, e são eles que vão demonstrar a Scrooge, que ele tem está a desperdiçar a sua vida, mas ainda vai a tempo de mudar.</p>
<p style="text-align: justify;">Este conto já fo adaptado várias vezes, a própria Disney produziu uma curta-metragem, com o título de <strong>Cântico de Natal</strong> em 1983, onde <strong>Mickey e seus amigos vivem esta história de Natal</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O actor Jim Carrey vai interpretar várias personagens no filme &#8220;A Christmas Carol&#8221;, o velho Scrooge e três fantasmas.</p>
<p>Aparecendo assim com visual totalmente diferente: cabelo grisalho, pele enrugada e nariz de &#8220;bruxa&#8221;!<a href="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2009/01/a-christmas-carol-fantasma-de-natal.jpg"><img class="size-medium wp-image-372 aligncenter" title="a-christmas-carol-fantasma-de-natal" src="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2009/01/a-christmas-carol-fantasma-de-natal.jpg" alt="" width="250" height="200" /></a></p>
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		<title>Nasceu o pinheiro de Natal</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 09:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pai Natal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[No meio da floresta, vivia um pinheirinho muito envergonhado. Queixava-se ele de que tinha umas folhas insignificantes, tão magras e aguçadas, que as outras árvores, por troça, diziam:
– Tu não tens folhas. Tens agulhas, em vez de folhas.
Isso custava-lhe muito. Magoava-o. Entristecia-o. A fada Flora, para alegrar o pinheirinho, vestiu-o, uma vez, de oiro e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No meio da floresta, vivia um pinheirinho muito envergonhado. Queixava-se ele de que tinha umas folhas insignificantes, tão magras e aguçadas, que as outras árvores, por troça, diziam:</p>
<p style="text-align: justify;">– Tu não tens folhas. Tens agulhas, em vez de folhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso custava-lhe muito. Magoava-o. Entristecia-o. A fada Flora, para alegrar o pinheirinho, vestiu-o, uma vez, de oiro e de prata.</p>
<p style="text-align: justify;">Estava lindo. Sentiu-se outro. Perdeu as mágoas. Mas um ladrão, que se tinha escondido na floresta, ao ver tal fortuna em ouro e prata, roubou-lhe as folhas todas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficou o pinheirinho num grande desespero. O tronco e os ramos tiritavam, despidos de folhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, a fada Flora voltou a condoer-se do pinheiro triste e nu. Fez uma nova mágica e o pinheirinho, no dia seguinte, acordou coberto de agulhas de vidro tilintante.</p>
<p>Assim, sim! Nada podia acontecer-lhe de mal, porque o vidro não atrai cobiça.
</p>
<p style="text-align: justify;">Só não contava com o vento, que veio a correr, para admirar de perto tal maravilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Desastrado como ele é sempre, abanou a pequenina árvore tanto que as folhas de vidro bateram umas nas outras. Caíram no chão e partiram-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Lamentou-se o pinheirinho:</p>
<p style="text-align: justify;">– Afinal, mais me valiam as minhas antigas folhas verdes e agudas.</p>
<p style="text-align: justify;">A fada Flora, cheia de paciência, tornou a dar-lhe o fato antigo de árvore verdadeira. Talvez ela já tivesse calculado que assim voltaria a acontecer. Talvez ela tivesse feito tudo<br />
de propósito&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Fosse como fosse, o pinheirinho estava, finalmente, feliz.<br />
De longe em longe, muito de longe em longe, não disfarça um curto suspiro de saudade:<br />
– Que bem que eu ficava, vestido de ouro e prata. E que bonito, todo coberto de vidro.
</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é um pensamento de raspão e passa-lhe depressa.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a lenda conta que alguém, adivinhando os pensamentos do pinheirinho, resolveu enfeitá-lo com lindas bolas de vidro de todas as cores e fios de prata e de ouro a fingir.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim nasceu o <strong>pinheiro de Natal</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/11/pinheiro-descontente.gif"><img class="size-medium wp-image-165  aligncenter" title="pinheirinho de natal" src="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/11/pinheiro-descontente-300x203.gif" alt="" width="300" height="203" /></a></p>
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		<title>Primeiro Natal do Pardalito</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 09:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pai Natal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui há coisa de três semanas, um pardal do Rossio, daqueles que escolheram para poiso e morada os ramos das árvores que circundam a dita praça, começou assim a história que vamos contar:
– Companheiros pardais, pardalitos e pardalões, escutem todos, a notícia é importante.
Juntou-se a pardalada. Quem ali passe todas as tardes, à hora da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Aqui há coisa de três semanas, um pardal do Rossio, daqueles que escolheram para poiso e morada os ramos das árvores que circundam a dita praça, começou assim a história que vamos contar:</p>
<p style="text-align: justify;">– Companheiros pardais, pardalitos e pardalões, escutem todos, a notícia é importante.</p>
<p style="text-align: justify;">Juntou-se a pardalada. Quem ali passe todas as tardes, à hora da saída dos empregos, não deve estranhar o arruído que vem das árvores despidas de folha, mas cheias, cheinhas de passarinhos tagarelas. As pessoas andam na sua vida muito apressadas, e nem sequer dão conta da chilreada doida dos pardais:</p>
<p>&#8220;Chega-te para lá! Aí sou eu&#8221;<br />
&#8220;Olha o pardalão a querer tomar-me o lugar&#8230;&#8221;.<br />
&#8220;Ai que ainda te dou uma bicada&#8230;&#8221;.<br />
&#8220;Não me provoques!&#8221;.<br />
&#8220;Toma que é para saberes&#8221;.<br />
&#8220;Deixa-me em paz&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas voltemos à nossa história.</p>
<p style="text-align: justify;">Oiçamos o que o pardal tem para dizer:<br />
– Peço silêncio, se não calo-me – piava ele, tentando impor a ordem à assembleia.
</p>
<p style="text-align: justify;">Demorou o seu tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pardais são uns espalhafatosos e uns gralhadores incorrigíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">– A notícia que vos trago importa a todos. Há bocadinho, estava eu poisado num ramo baixo, e ouvi uma conversa entre um cauteleiro e um engraxador. Sabem do que estavam a falar?<span id="more-159"></span></p>
<p style="text-align: justify;">– De futebol – arriscou um.</p>
<p style="text-align: justify;">– Nada disso. Estavam a falar da Lotaria do Natal,</p>
<p style="text-align: justify;">imaginem! Portanto, o Natal está à porta, meus amigos.<br />
Espero que saibam o que isto significa&#8230;<br />
Os pardais mais jovens não sabiam, mas calcularam que devia ser coisa grave, porque os pardais velhos, mesmo os mais gaiteiros e risonhos, ficaram, subitamente, de bico caído. As expressões eram de alarme e desalento:
</p>
<p style="text-align: justify;">– Temos de mudar de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">– Que desconforto!</p>
<p style="text-align: justify;">– Deviam ter-nos avisado.</p>
<p style="text-align: justify;">– O tempo não está para grandes voos.</p>
<p style="text-align: justify;">E cada qual debandou para o seu ramo.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste ponto da história, parece-nos indispensável ouvir a fala de um avô pardal para o seu neto que, tal como vocês, amigos leitores, não percebera patavina do sucedido.</p>
<p style="text-align: justify;">– Na quadra do Natal, que é uma grande festa dos homens – contava ele –, multiplicam-se e crescem as luminárias por toda a parte. Nesta praça, então nem queiras saber! Fica tudo cheio de luzes e luzinhas de muitas cores, amarelas, azuis, vermelhas, verdes, que nos põem tontos.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde os homens encontram um sítio para pendurar uma daquelas pêras de vidro que deita luz, penduram.</p>
<p style="text-align: justify;">– Deve ser bonito – observou o neto.</p>
<p style="text-align: justify;">– Bonito talvez seja, mas não para nós. Aparecem fios por toda a parte e, nos ramos das nossas árvores, estendem tantos, com as tais pêras penduradas, que ninguém se entende. Há dois anos, aproximei-me de uma dessas pêras, que se tinha partido, e apanhei um arrepio pelo corpo todo que julguei que me ficava de vez!</p>
<p style="text-align: justify;">– Então para onde vão os pardais passar o Natal? – perguntou o pardalito, atarantado.<br />
– Saltinho aqui, saltinho acolá, alguns escondem-se numas palmeiras, lá para cima, num sítio que os da cidade chamam Avenida. Outros conseguem chegar a um jardim, que me dizem ser muito tranquilo e saudável, um tal Jardim Botânico ou coisa parecida.
</p>
<p style="text-align: justify;">– E nós, avô?</p>
<p style="text-align: justify;">– Nós ficamos. Podíamos ir para um telhado próximo, se não andassem por lá os gatos que têm olhos mais perigosos<br />
do que todas as iluminárias juntas. Olha, naturalmente, vamos para um sítio sossegado que eu conheço, num<br />
buraco daquele edifício, ali, no cimo da praça. É um bocado desabrigado e pouco cómodo, mas vais poder dizer, daqui em diante, que dormiste no Teatro Nacional&#8230;
</p>
<p style="text-align: justify;">Assim que chegaram os electricistas com as escadas, os cabos e os fios, a pardalada sumiu-se&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Numa destas noites, o pardalito deixou o avô a dormir com a cabeça debaixo da asa, e foi dar uma voltinha pelos arredores do seu novo poiso. O Rossio silencioso e exuberantemente iluminado pareceu-lhe um jardim de sonho.</p>
<p style="text-align: justify;">– Tanta luz de tanta cor! – exclamou.<br />
Nesse momento, um avião sobrevoava a cidade , em direcção ao aeroporto. No escuro do céu só se distinguia as luzes vermelhas da cauda.
</p>
<p style="text-align: justify;">– Olha, lá vão duas luzes a fugir&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E dispunha-se a voar atrás delas, se o avô não tivesse acordado, entretanto.</p>
<p style="text-align: justify;">– Para onde ias? – perguntou-lhe ele.</p>
<p style="text-align: justify;">O pardalito explicou. Comentário do velho pardal:</p>
<p style="text-align: justify;">– Que patetice! Ainda tens muito que aprender, pequeno, até te transformares num pardalão sabido!</p>
<p style="text-align: justify;">É o que nós também achamos, ao cabo desta história.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/11/primeiro-natal-do-pardalito.gif"><img class="size-medium wp-image-160  aligncenter" title="primeiro-natal-do-pardalito" src="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/11/primeiro-natal-do-pardalito-300x203.gif" alt="" width="300" height="203" /></a></p>
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		<title>Silva e Pinheiro</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 11:23:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pai Natal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[
O senhor Pinheiro é um emproado. Quando chega ao trabalho, não cumprimenta ninguém e vai logo enfiar-se no seu gabinete, como se fosse a única pessoa daquele escritório.
Em contrapartida, o senhor Silva é um homem gentil, sempre de sorriso afável e muito amigo de ajudar. Lá no escritório, todos gostam dele.
Estava eu a meditar nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/11/silva-e-pinheiro.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-137" title="silva-e-pinheiro" src="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/11/silva-e-pinheiro-300x183.gif" alt="" width="300" height="183" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O senhor Pinheiro é um emproado. Quando chega ao trabalho, não cumprimenta ninguém e vai logo enfiar-se no seu gabinete, como se fosse a única pessoa daquele escritório.</p>
<p>Em contrapartida, o senhor Silva é um homem gentil, sempre de sorriso afável e muito amigo de ajudar. Lá no escritório, todos gostam dele.</p>
<p>Estava eu a meditar nas diferenças do mundo e comportamento oposto dos meus dois colegas, quando me ocorreu esta história ou fábula entre um pinheiro e uma silva.</p>
<p>Era a árvore mais imponente do lugar. De pescoço altivo, o pinheiro bravo não prestava atenção aos seus vizinhos de baixo, pinheiritos jovens e alguns arbustos, como a silva, a ensarilhar uma moita.</p>
<p>Mas a silva, enervada com tanta prosápia, interpelou-o, como quem pede explicações:</p>
<p>– Fale à gente. Somos todos cidadãos do reino vegetal, uns mais altos do que os outros, mas todos com raízes no mesmo chão.</p>
<p>– Julgas tu – respondeu-lhe o pinheiro. – Eu pertenço mais ao céu do que à terra.<br />
Os meus ramos e a minha copa quase tocam as nuvens. Não tenho nada a ver com vocês, insignificantes e rasteiras plantas, a cobrirem-se de pó.</p>
<p>No meio do seu emaranhado de picos, a silva mais se retorceu de indignação, mas não quis sustentar a disputa.</p>
<p>Àquele pinheiro nada o convencia. Convenceu-o um lenhador, que por ali passou.<br />
Bateu no tronco possante e disse:<br />
– Está na conta.</p>
<p>E começou à machadada ao pinheiro. A desmoronar-se sobre a terra, num grande gemido, o pinheiro formulou um último desejo: &#8220;Quem me dera ser silva&#8230;&#8221;. Mas não lhe serviu de nada.</p>
<p>Um dia destes, hei-de dar a ler esta história ao senhor Pinheiro. Talvez dela tire algum proveito, quem sabe?</p>
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		<title>Por causa de uns cabritos</title>
		<link>http://supernatal.com/por-causa-de-uns-cabritos/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 09:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pai Natal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[
Era uma vez um homem. Era uma vez uma mulher.
Encontraram-se, agradaram-se um do outro e vai daí casaram-se.
Esta história começa onde as outras acabam. Mas há mais para contar.
A mulher levou para a casa nova uma cabrinha de que nunca se apartara. O homem levou um bode, que sempre lhe fizera companhia.
Já se vê que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/11/por-causa-de-uns-cabritos-de-natal.gif"><img class="size-medium wp-image-114 aligncenter" title="por-causa-de-uns-cabritos-de-natal" src="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/11/por-causa-de-uns-cabritos-de-natal-300x212.gif" alt="" width="300" height="212" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Era uma vez um homem. Era uma vez uma mulher.</p>
<p>Encontraram-se, agradaram-se um do outro e vai daí casaram-se.</p>
<p>Esta história começa onde as outras acabam. Mas há mais para contar.</p>
<p>A mulher levou para a casa nova uma cabrinha de que nunca se apartara. O homem levou um bode, que sempre lhe fizera companhia.</p>
<p>Já se vê que a cabra e o bode apreciaram a ideia. Meses depois nasceram cabritos.</p>
<p>– Vou vendê-los no mercado e com o dinheiro que ganhar quero comprar umas coisa para mim – disse o homem.</p>
<p>– E para mim? – perguntou a mulher, fazendo cara feia.</p>
<p>– Para ti? – admirou-se o homem. – Os cabritos pertenciam-me. A tua cabra, quando veio cá para casa, não tinha cabritos.</p>
<p>O meu bode é que lhos fez.</p>
<p>Portanto, os cabritos pertencem-me. Posso fazer deles o que eu quiser.</p>
<p>Não era este o ponto de vista da mulher. Quando há pontos de vista opostos, há discussão. Às vezes, a discussão escorrega para zanga. Foi o que aconteceu.</p>
<p>Fizeram mais barulho do que deviam e os vizinhos foram queixar-se ao juiz. Ele, que sabia julgar, que decidisse daquele caso.</p>
<p>O juiz, um rapaz novo e bem disposto, ouviu a história, pensou um bocadinho e disse:</p>
<p>– Eu hoje não posso tratar desse caso, porque tenho de ir avisar a minha mãe de que o meu pai deu à luz um bebé.</p>
<p>Ficaram todos muito espantados. Depois, desataram a rir.</p>
<p>Quando o dono do bode ouviu a resposta do juiz também se riu. E a mulher com ele. Aliás, ela ainda se riu mais.</p>
<p>Estava tudo esclarecido.</p>
<p>Tempos depois, na casa do homem e da mulher que por pouco não fora abaixo por causa de uma discussão de cabritos, nasceu um menino.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos dois, já se vê.</p>
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		<title>Livro &#8211; &#8220;Sonhos de Natal&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 10:29:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pai Natal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Prendas de Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro Sonhos de Natal da autoria de António Mota, faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para projectos relacionados com o Natal nos 3º, 4º, 5º e 6º anos.
É um excelente livro de Natal, &#8220;cuja história se passa numa aldeia longínqua onde o Inverno chega mais cedo. Quando as férias de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O livro Sonhos de Natal da autoria de António Mota, faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para projectos relacionados com o Natal nos 3º, 4º, 5º e 6º anos.</p>
<p style="text-align: justify;">É um <strong>excelente livro de Natal</strong>, &#8220;<em>cuja história se passa numa aldeia longínqua onde o Inverno chega mais cedo. Quando as férias de Natal de Manuel e das outras crianças se aproximam, a expectativa de que o Natal chegasse mais rápido é cada vez maior. Os preparativos para o Natal concediam a este ambiente caseiro uma atmosfera harmoniosa, em que as crianças faziam os pedidos ao Menino Jesus. Mas no fim há uma surpresa: o pai de Manuel regressa do Brasil, onde estava emigrado, na noite de Natal.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/10/livro-sonhos-de-natal-pag-02.jpg"><img class="size-medium wp-image-53 aligncenter" title="livro-sonhos-de-natal-pag-02" src="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/10/livro-sonhos-de-natal-pag-02-300x150.jpg" alt="" width="300" height="150" /></a></p>
<p><span id="more-51"></span></p>
<p>Para mais informações: <a href="http://www.webboom.pt/ficha.asp?ID=88395">Sonhos de Natal</a></p>
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		<title>Oficina dos Brinquedos de Natal</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 12:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pai Natal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Começa num sótão de uma velha casa a história que vamos contar. De uma mala entreaberta sai uma vozinha queixosa:
- Está frio, hoje! A quantos estamos?
&#8220;Talvez   em   Dezembro&#8221;,   &#8220;Parece-me   que   em Novembro&#8230;&#8221;, &#8220;Não sei se em Janeiro&#8230;&#8221;, respondem várias vozes estremunhadas.
- O cuco do relógio sabe. Dêem-lhe corda que ele diz &#8211; lembra outra voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Começa num sótão de uma velha casa a história que vamos contar. De uma mala entreaberta sai uma vozinha queixosa:</p>
<p>- Está frio, hoje! A quantos estamos?</p>
<p>&#8220;Talvez   em   Dezembro&#8221;,   &#8220;Parece-me   que   em Novembro&#8230;&#8221;, &#8220;Não sei se em Janeiro&#8230;&#8221;, respondem várias vozes estremunhadas.</p>
<p>- O cuco do relógio sabe. Dêem-lhe corda que ele diz &#8211; lembra outra voz mais esperta.</p>
<p>Da mala entreaberta sai um ursinho cor de canela, mas um pouco descorado. Espreguiça-se, volta a espreguiçar-se e trepa custosamente a em escadote.</p>
<p>Pendurado na parede e parado está o relógio de cuco, que já se não usa. O que se não usa está usado ou estragado, no sótão fica guardado.</p>
<p>- Não trabalho, mas faço contas de cabeça &#8211; diz de lá o cuco. &#8211; Se perco a conta ao tempo, nunca mais me acerto.</p>
<p>- Anda lá, despacha-te, e diz-nos a quantos estamos! &#8211; impacienta-se o ursinho de peluche.</p>
<p>- Neste momento são precisamente nove horas, treze minutos e vinte e cinco segundos&#8230; Cucu&#8230; cucu&#8230; cucu&#8230;</p>
<p>- O dia, o dia! &#8211; exigem várias vozes do rés-do-chão.</p>
<p>- &#8230; do dia 24 de Dezembro de&#8230; Cucu&#8230; cucu&#8230; cucu&#8230;</p>
<p>-  Véspera  de  Natal,  imaginem  -  e  uma  boneca  de cabelo emaranhado e saia traçada salta de uma gaveta a correr.</p>
<p>- Para onde vais tu com tanta pressa? &#8211; pergunta-lhe, do cimo do escadote, o ursinho cor de canela.</p>
<p>- Vou arranjar-me para a ceia. Estou atrasadíssima. Um palhaço amolgado aparece, a piscar os olhos, detrás de uma velha cómoda.</p>
<p>- Vai ver-te ao espelho, boneca tola! &#8211; diz-lhe ele.</p>
<p>- Detesto espelhos&#8230; &#8211; e a boneca põe-se a chorar.</p>
<p>De  caixas,  gavetas  e  arcas  saem  mais  bonecos  e brinquedos. Soldadinhos de espingarda partida, cavalos sem orelhas, macacos de algodão com o algodão à mostra, burros  de  pasta  ratada  e  até  um  carro  de  bombeiros, equilibrado em três rodas, acorrem ao choro da boneca.</p>
<p>- Há novidade? Há fogo, inundação, desastre? É preciso ajuda? &#8211; perguntam os bombeiros uns aos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">O palhaço amolgado tranquiliza-os:<span id="more-42"></span><br />
- Nada disso. É ela que não se conforma e não acredita que já ninguém a quer. Quem precisa de uma boneca velha?<br />
- Pois é. Já não prestamos para nada &#8211; comentam os outros bonecos.</p>
<p>Lentamente,  esgaçados  uns,  esbarrigados  outros, rachados uns quantos, regressam às gavetas, arcas, sacos e  caixas&#8230;<br />
Estas  conversas  não  adiantam.  Mais  vale dormir.</p>
<p>Mas o urso de peluche, que continua empoleirado no cimo do escadote, fala para a boneca, de forma a que os outros oiçam:<br />
- Estou, daqui, a ver a máquina de costura antiga. No armário há vestidos pendurados, tão velhos como nós, mas<br />
alguns de bom tecido. Lembrei-me de que tu podias&#8230;</p>
<p>A boneca limpa as lágrimas e levanta os olhos para o ursinho:<br />
- Que linda ideia! Achas que posso?</p>
<p>Mais brinquedos oferecem os seus serviços.</p>
<p>- De caminho, podias consertar-me a barriga &#8211; pede o macaco de algodão. &#8211; Estou todo descosido.</p>
<p>- Também me dava jeito que me pregasses as orelhas&#8230;</p>
<p>- lembra o cavalo de feltro.</p>
<p>De novo a voz do ursinho de peluche, do cimo do escadote:<br />
- Do meu mirante também vejo latas de tinta, que os pintores, que andaram a arranjar a casa, aqui deixaram.</p>
<p>- Era óptimo para nós &#8211; exclamam os soldadinhos de chumbo. &#8211; Estamos mesmo precisados de fardas novas.</p>
<p>- E nós! E nós! &#8211; ecoam os bombeiros.</p>
<p>- Pregos, martelos e outras ferramentas não faltam, por aí espalhados &#8211; grita, cada vez mais alegre, o ursinho de peluche. &#8211; Mãos à obra, meus amigos!</p>
<p>Digamos já, para encurtar a história, que aquele sótão, há pouco triste e sonolento, se transformou numa animada<br />
oficina de brinquedos.</p>
<p>- E agora? &#8211; perguntam os bonecos, com caras novas e vestidos floridos.</p>
<p>- Agora vamos descer pela chaminé &#8211; comanda o urso.</p>
<p>- Já deve faltar pouco para a meia-noite. Que grande surpresa vai ser!</p>
<p>O  pêlo  do  ursinho  de  peluche  está  eriçado  de entusiasmo.</p>
<p>Na manhã seguinte:<br />
- Alfredo, vem ver o que está na chaminé!</p>
<p>- Que é, Noémia? Caiu algum tijolo?</p>
<p>-  Qual  quê,  homem!  Anda  ver.  Caíram  bonecos  e brinquedos do telhado. Foi, com certeza, o Pai Natal.</p>
<p>- O Pai Natal? Na nossa idade?</p>
<p>O senhor Alfredo ficou embasbacado. Imaginem dois amáveis velhinhos, o senhor Alfredo e a dona Noémia,<br />
únicos habitantes daquela casa, a olharem, sem acreditar, para as surpresas reluzentes que o Pai Natal lhes deixou na<br />
chaminé&#8230;</p>
<p>- Repara, mulher: aquela boneca não é parecida com a que demos à nossa filha? E aquele macaco? Naturalmente,<br />
caíram do sótão. O soalho deve ter dado de si&#8230; Vou lá acima ver.</p>
<p>- Deixa lá isso, agora! Repara que estes brinquedos estão como novos. Parece que o tempo não passou por<br />
eles.</p>
<p>-  Até  é  mal  empregado  que  estejam  lá  em  cima  a estragar-se. E se fôssemos&#8230;? &#8211; sugere o senhor Alfredo.</p>
<p>- Vamos &#8211; responde a dona Noémia.</p>
<p>O senhor Alfredo e a dona Noémia entendem-se por meias palavras, mas nós, nas linhas desta história, temos de<br />
contar as palavras todas. Saibam, pois, que graças aos dois simpáticos velhinhos, transformados, para o efeito, em<br />
ajudantes de Pai Natal, os brinquedos do sótão voltaram a conhecer as mãos macias dos meninos.</p>
<p>FIM
</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/10/oficina-dos-brinquedos.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-45" title="oficina dos brinquedos" src="http://supernatal.com/wp-content/uploads/2008/10/oficina-dos-brinquedos-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" /></a></p>
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