‘Histórias de Natal’
Fantasma do Natal
“A Christmas Carol” é uma animação da Disney, que surge em filme numa adaptação do conto de Charles Dickens.
Este filme conta a história do velho e rabugento, Scrooge, que durante a noite de Natal recebe em sua casa a visita de três fantasmas, do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro, e são eles que vão demonstrar a Scrooge, que ele tem está a desperdiçar a sua vida, mas ainda vai a tempo de mudar.
Este conto já fo adaptado várias vezes, a própria Disney produziu uma curta-metragem, com o título de Cântico de Natal em 1983, onde Mickey e seus amigos vivem esta história de Natal.
O actor Jim Carrey vai interpretar várias personagens no filme “A Christmas Carol”, o velho Scrooge e três fantasmas.
Aparecendo assim com visual totalmente diferente: cabelo grisalho, pele enrugada e nariz de “bruxa”!
Nasceu o pinheiro de Natal
No meio da floresta, vivia um pinheirinho muito envergonhado. Queixava-se ele de que tinha umas folhas insignificantes, tão magras e aguçadas, que as outras árvores, por troça, diziam:
– Tu não tens folhas. Tens agulhas, em vez de folhas.
Isso custava-lhe muito. Magoava-o. Entristecia-o. A fada Flora, para alegrar o pinheirinho, vestiu-o, uma vez, de oiro e de prata.
Estava lindo. Sentiu-se outro. Perdeu as mágoas. Mas um ladrão, que se tinha escondido na floresta, ao ver tal fortuna em ouro e prata, roubou-lhe as folhas todas.
Ficou o pinheirinho num grande desespero. O tronco e os ramos tiritavam, despidos de folhas.
Então, a fada Flora voltou a condoer-se do pinheiro triste e nu. Fez uma nova mágica e o pinheirinho, no dia seguinte, acordou coberto de agulhas de vidro tilintante.
Assim, sim! Nada podia acontecer-lhe de mal, porque o vidro não atrai cobiça.
Só não contava com o vento, que veio a correr, para admirar de perto tal maravilha.
Desastrado como ele é sempre, abanou a pequenina árvore tanto que as folhas de vidro bateram umas nas outras. Caíram no chão e partiram-se.
Lamentou-se o pinheirinho:
– Afinal, mais me valiam as minhas antigas folhas verdes e agudas.
A fada Flora, cheia de paciência, tornou a dar-lhe o fato antigo de árvore verdadeira. Talvez ela já tivesse calculado que assim voltaria a acontecer. Talvez ela tivesse feito tudo
de propósito…
Fosse como fosse, o pinheirinho estava, finalmente, feliz.
De longe em longe, muito de longe em longe, não disfarça um curto suspiro de saudade:
– Que bem que eu ficava, vestido de ouro e prata. E que bonito, todo coberto de vidro.
Mas é um pensamento de raspão e passa-lhe depressa.
No entanto, a lenda conta que alguém, adivinhando os pensamentos do pinheirinho, resolveu enfeitá-lo com lindas bolas de vidro de todas as cores e fios de prata e de ouro a fingir.
Assim nasceu o pinheiro de Natal.
Primeiro Natal do Pardalito
Aqui há coisa de três semanas, um pardal do Rossio, daqueles que escolheram para poiso e morada os ramos das árvores que circundam a dita praça, começou assim a história que vamos contar:
– Companheiros pardais, pardalitos e pardalões, escutem todos, a notícia é importante.
Juntou-se a pardalada. Quem ali passe todas as tardes, à hora da saída dos empregos, não deve estranhar o arruído que vem das árvores despidas de folha, mas cheias, cheinhas de passarinhos tagarelas. As pessoas andam na sua vida muito apressadas, e nem sequer dão conta da chilreada doida dos pardais:
“Chega-te para lá! Aí sou eu”
“Olha o pardalão a querer tomar-me o lugar…”.
“Ai que ainda te dou uma bicada…”.
“Não me provoques!”.
“Toma que é para saberes”.
“Deixa-me em paz”.
Mas voltemos à nossa história.
Oiçamos o que o pardal tem para dizer:
– Peço silêncio, se não calo-me – piava ele, tentando impor a ordem à assembleia.
Demorou o seu tempo.
Os pardais são uns espalhafatosos e uns gralhadores incorrigíveis.
– A notícia que vos trago importa a todos. Há bocadinho, estava eu poisado num ramo baixo, e ouvi uma conversa entre um cauteleiro e um engraxador. Sabem do que estavam a falar?
Silva e Pinheiro
O senhor Pinheiro é um emproado. Quando chega ao trabalho, não cumprimenta ninguém e vai logo enfiar-se no seu gabinete, como se fosse a única pessoa daquele escritório.
Em contrapartida, o senhor Silva é um homem gentil, sempre de sorriso afável e muito amigo de ajudar. Lá no escritório, todos gostam dele.
Estava eu a meditar nas diferenças do mundo e comportamento oposto dos meus dois colegas, quando me ocorreu esta história ou fábula entre um pinheiro e uma silva.
Era a árvore mais imponente do lugar. De pescoço altivo, o pinheiro bravo não prestava atenção aos seus vizinhos de baixo, pinheiritos jovens e alguns arbustos, como a silva, a ensarilhar uma moita.
Mas a silva, enervada com tanta prosápia, interpelou-o, como quem pede explicações:
– Fale à gente. Somos todos cidadãos do reino vegetal, uns mais altos do que os outros, mas todos com raízes no mesmo chão.
– Julgas tu – respondeu-lhe o pinheiro. – Eu pertenço mais ao céu do que à terra.
Os meus ramos e a minha copa quase tocam as nuvens. Não tenho nada a ver com vocês, insignificantes e rasteiras plantas, a cobrirem-se de pó.
No meio do seu emaranhado de picos, a silva mais se retorceu de indignação, mas não quis sustentar a disputa.
Àquele pinheiro nada o convencia. Convenceu-o um lenhador, que por ali passou.
Bateu no tronco possante e disse:
– Está na conta.
E começou à machadada ao pinheiro. A desmoronar-se sobre a terra, num grande gemido, o pinheiro formulou um último desejo: “Quem me dera ser silva…”. Mas não lhe serviu de nada.
Um dia destes, hei-de dar a ler esta história ao senhor Pinheiro. Talvez dela tire algum proveito, quem sabe?
Por causa de uns cabritos
Era uma vez um homem. Era uma vez uma mulher.
Encontraram-se, agradaram-se um do outro e vai daí casaram-se.
Esta história começa onde as outras acabam. Mas há mais para contar.
A mulher levou para a casa nova uma cabrinha de que nunca se apartara. O homem levou um bode, que sempre lhe fizera companhia.
Já se vê que a cabra e o bode apreciaram a ideia. Meses depois nasceram cabritos.
– Vou vendê-los no mercado e com o dinheiro que ganhar quero comprar umas coisa para mim – disse o homem.
– E para mim? – perguntou a mulher, fazendo cara feia.
– Para ti? – admirou-se o homem. – Os cabritos pertenciam-me. A tua cabra, quando veio cá para casa, não tinha cabritos.
O meu bode é que lhos fez.
Portanto, os cabritos pertencem-me. Posso fazer deles o que eu quiser.
Não era este o ponto de vista da mulher. Quando há pontos de vista opostos, há discussão. Às vezes, a discussão escorrega para zanga. Foi o que aconteceu.
Fizeram mais barulho do que deviam e os vizinhos foram queixar-se ao juiz. Ele, que sabia julgar, que decidisse daquele caso.
O juiz, um rapaz novo e bem disposto, ouviu a história, pensou um bocadinho e disse:
– Eu hoje não posso tratar desse caso, porque tenho de ir avisar a minha mãe de que o meu pai deu à luz um bebé.
Ficaram todos muito espantados. Depois, desataram a rir.
Quando o dono do bode ouviu a resposta do juiz também se riu. E a mulher com ele. Aliás, ela ainda se riu mais.
Estava tudo esclarecido.
Tempos depois, na casa do homem e da mulher que por pouco não fora abaixo por causa de uma discussão de cabritos, nasceu um menino.
Dos dois, já se vê.
Livro – “Sonhos de Natal”
O livro Sonhos de Natal da autoria de António Mota, faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para projectos relacionados com o Natal nos 3º, 4º, 5º e 6º anos.
É um excelente livro de Natal, “cuja história se passa numa aldeia longínqua onde o Inverno chega mais cedo. Quando as férias de Natal de Manuel e das outras crianças se aproximam, a expectativa de que o Natal chegasse mais rápido é cada vez maior. Os preparativos para o Natal concediam a este ambiente caseiro uma atmosfera harmoniosa, em que as crianças faziam os pedidos ao Menino Jesus. Mas no fim há uma surpresa: o pai de Manuel regressa do Brasil, onde estava emigrado, na noite de Natal.“
Oficina dos Brinquedos de Natal
Começa num sótão de uma velha casa a história que vamos contar. De uma mala entreaberta sai uma vozinha queixosa:
- Está frio, hoje! A quantos estamos?
“Talvez em Dezembro”, “Parece-me que em Novembro…”, “Não sei se em Janeiro…”, respondem várias vozes estremunhadas.
- O cuco do relógio sabe. Dêem-lhe corda que ele diz – lembra outra voz mais esperta.
Da mala entreaberta sai um ursinho cor de canela, mas um pouco descorado. Espreguiça-se, volta a espreguiçar-se e trepa custosamente a em escadote.
Pendurado na parede e parado está o relógio de cuco, que já se não usa. O que se não usa está usado ou estragado, no sótão fica guardado.
- Não trabalho, mas faço contas de cabeça – diz de lá o cuco. – Se perco a conta ao tempo, nunca mais me acerto.
- Anda lá, despacha-te, e diz-nos a quantos estamos! – impacienta-se o ursinho de peluche.
- Neste momento são precisamente nove horas, treze minutos e vinte e cinco segundos… Cucu… cucu… cucu…
- O dia, o dia! – exigem várias vozes do rés-do-chão.
- … do dia 24 de Dezembro de… Cucu… cucu… cucu…
- Véspera de Natal, imaginem - e uma boneca de cabelo emaranhado e saia traçada salta de uma gaveta a correr.
- Para onde vais tu com tanta pressa? – pergunta-lhe, do cimo do escadote, o ursinho cor de canela.
- Vou arranjar-me para a ceia. Estou atrasadíssima. Um palhaço amolgado aparece, a piscar os olhos, detrás de uma velha cómoda.
- Vai ver-te ao espelho, boneca tola! – diz-lhe ele.
- Detesto espelhos… – e a boneca põe-se a chorar.
De caixas, gavetas e arcas saem mais bonecos e brinquedos. Soldadinhos de espingarda partida, cavalos sem orelhas, macacos de algodão com o algodão à mostra, burros de pasta ratada e até um carro de bombeiros, equilibrado em três rodas, acorrem ao choro da boneca.
- Há novidade? Há fogo, inundação, desastre? É preciso ajuda? – perguntam os bombeiros uns aos outros.
O palhaço amolgado tranquiliza-os:







Feliz Natal eleito o melhor filme em Los Angeles Brazilian Film Festival
O actor e director Selton Mello ganhou o prémio de melhor realizador com o filme Feliz Natal, que já arrebatou seis estatuetas importantes, e vai participar, em muitos mais.
O filme já ganhou os festivais de Paulínia e Goiânia,e uma menção especial no Festival de Imola, na Itália.