‘Histórias de Natal’

Março 29th, 2009

Feliz Natal eleito o melhor filme em Los Angeles Brazilian Film Festival

O actor e director Selton Mello ganhou o prémio de melhor realizador com o filme Feliz Natal, que já arrebatou seis estatuetas importantes, e vai participar, em muitos mais.

O filme já ganhou os festivais de Paulínia e Goiânia,e uma menção especial no Festival de Imola, na Itália.

Feliz Natal Quando a guerra rebenta no Verão de 1914, surpreende e arrasta milhões de homens no seu turbilhão. E o Natal chega, com a neve e as prendas das famílias e dos Estados-Maiores. Nessa noite, um acontecimento notável vai mudar para sempre o destino de 4 personagens: um pastor escocês, um tenente francês, um tenor alemão e um soprano dinamarquês, estrelas da época que, por ocasião da noite de Natal de 1914, se vão encontrar no meio de uma confraternização sem precedentes entre soldados alemães, franceses e britânicos. Vão deixar a espingarda no fundo das trincheiras para irem ter com quem está do outro lado, apertar-lhe a mão, trocar cigarros e chocolate, desejar “Feliz Natal!”

Janeiro 23rd, 2009

Fantasma do Natal

A Christmas Carol” é uma animação da Disney, que surge em filme numa adaptação do conto de Charles Dickens.

Este filme conta a história do velho e rabugento, Scrooge, que durante a noite de Natal recebe em sua casa a visita de três fantasmas, do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro, e são eles que vão demonstrar a Scrooge, que ele tem está a desperdiçar a sua vida, mas ainda vai a tempo de mudar.

Este conto já fo adaptado várias vezes, a própria Disney produziu uma curta-metragem, com o título de Cântico de Natal em 1983, onde Mickey e seus amigos vivem esta história de Natal.

O actor Jim Carrey vai interpretar várias personagens no filme “A Christmas Carol”, o velho Scrooge e três fantasmas.

Aparecendo assim com visual totalmente diferente: cabelo grisalho, pele enrugada e nariz de “bruxa”!

Dezembro 1st, 2008

Nasceu o pinheiro de Natal

No meio da floresta, vivia um pinheirinho muito envergonhado. Queixava-se ele de que tinha umas folhas insignificantes, tão magras e aguçadas, que as outras árvores, por troça, diziam:

– Tu não tens folhas. Tens agulhas, em vez de folhas.

Isso custava-lhe muito. Magoava-o. Entristecia-o. A fada Flora, para alegrar o pinheirinho, vestiu-o, uma vez, de oiro e de prata.

Estava lindo. Sentiu-se outro. Perdeu as mágoas. Mas um ladrão, que se tinha escondido na floresta, ao ver tal fortuna em ouro e prata, roubou-lhe as folhas todas.

Ficou o pinheirinho num grande desespero. O tronco e os ramos tiritavam, despidos de folhas.

Então, a fada Flora voltou a condoer-se do pinheiro triste e nu. Fez uma nova mágica e o pinheirinho, no dia seguinte, acordou coberto de agulhas de vidro tilintante.

Assim, sim! Nada podia acontecer-lhe de mal, porque o vidro não atrai cobiça.

Só não contava com o vento, que veio a correr, para admirar de perto tal maravilha.

Desastrado como ele é sempre, abanou a pequenina árvore tanto que as folhas de vidro bateram umas nas outras. Caíram no chão e partiram-se.

Lamentou-se o pinheirinho:

– Afinal, mais me valiam as minhas antigas folhas verdes e agudas.

A fada Flora, cheia de paciência, tornou a dar-lhe o fato antigo de árvore verdadeira. Talvez ela já tivesse calculado que assim voltaria a acontecer. Talvez ela tivesse feito tudo
de propósito…

Fosse como fosse, o pinheirinho estava, finalmente, feliz.
De longe em longe, muito de longe em longe, não disfarça um curto suspiro de saudade:
– Que bem que eu ficava, vestido de ouro e prata. E que bonito, todo coberto de vidro.

Mas é um pensamento de raspão e passa-lhe depressa.

No entanto, a lenda conta que alguém, adivinhando os pensamentos do pinheirinho, resolveu enfeitá-lo com lindas bolas de vidro de todas as cores e fios de prata e de ouro a fingir.

Assim nasceu o pinheiro de Natal.

 

Novembro 25th, 2008

Primeiro Natal do Pardalito

Aqui há coisa de três semanas, um pardal do Rossio, daqueles que escolheram para poiso e morada os ramos das árvores que circundam a dita praça, começou assim a história que vamos contar:

– Companheiros pardais, pardalitos e pardalões, escutem todos, a notícia é importante.

Juntou-se a pardalada. Quem ali passe todas as tardes, à hora da saída dos empregos, não deve estranhar o arruído que vem das árvores despidas de folha, mas cheias, cheinhas de passarinhos tagarelas. As pessoas andam na sua vida muito apressadas, e nem sequer dão conta da chilreada doida dos pardais:

“Chega-te para lá! Aí sou eu”
“Olha o pardalão a querer tomar-me o lugar…”.
“Ai que ainda te dou uma bicada…”.
“Não me provoques!”.
“Toma que é para saberes”.
“Deixa-me em paz”.

Mas voltemos à nossa história.

Oiçamos o que o pardal tem para dizer:
– Peço silêncio, se não calo-me – piava ele, tentando impor a ordem à assembleia.

Demorou o seu tempo.

Os pardais são uns espalhafatosos e uns gralhadores incorrigíveis.

– A notícia que vos trago importa a todos. Há bocadinho, estava eu poisado num ramo baixo, e ouvi uma conversa entre um cauteleiro e um engraxador. Sabem do que estavam a falar?

Novembro 21st, 2008

Silva e Pinheiro

O senhor Pinheiro é um emproado. Quando chega ao trabalho, não cumprimenta ninguém e vai logo enfiar-se no seu gabinete, como se fosse a única pessoa daquele escritório.

Em contrapartida, o senhor Silva é um homem gentil, sempre de sorriso afável e muito amigo de ajudar. Lá no escritório, todos gostam dele.

Estava eu a meditar nas diferenças do mundo e comportamento oposto dos meus dois colegas, quando me ocorreu esta história ou fábula entre um pinheiro e uma silva.

Era a árvore mais imponente do lugar. De pescoço altivo, o pinheiro bravo não prestava atenção aos seus vizinhos de baixo, pinheiritos jovens e alguns arbustos, como a silva, a ensarilhar uma moita.

Mas a silva, enervada com tanta prosápia, interpelou-o, como quem pede explicações:

– Fale à gente. Somos todos cidadãos do reino vegetal, uns mais altos do que os outros, mas todos com raízes no mesmo chão.

– Julgas tu – respondeu-lhe o pinheiro. – Eu pertenço mais ao céu do que à terra.
Os meus ramos e a minha copa quase tocam as nuvens. Não tenho nada a ver com vocês, insignificantes e rasteiras plantas, a cobrirem-se de pó.

No meio do seu emaranhado de picos, a silva mais se retorceu de indignação, mas não quis sustentar a disputa.

Àquele pinheiro nada o convencia. Convenceu-o um lenhador, que por ali passou.
Bateu no tronco possante e disse:
– Está na conta.

E começou à machadada ao pinheiro. A desmoronar-se sobre a terra, num grande gemido, o pinheiro formulou um último desejo: “Quem me dera ser silva…”. Mas não lhe serviu de nada.

Um dia destes, hei-de dar a ler esta história ao senhor Pinheiro. Talvez dela tire algum proveito, quem sabe?

Novembro 14th, 2008

Por causa de uns cabritos

Era uma vez um homem. Era uma vez uma mulher.

Encontraram-se, agradaram-se um do outro e vai daí casaram-se.

Esta história começa onde as outras acabam. Mas há mais para contar.

A mulher levou para a casa nova uma cabrinha de que nunca se apartara. O homem levou um bode, que sempre lhe fizera companhia.

Já se vê que a cabra e o bode apreciaram a ideia. Meses depois nasceram cabritos.

– Vou vendê-los no mercado e com o dinheiro que ganhar quero comprar umas coisa para mim – disse o homem.

– E para mim? – perguntou a mulher, fazendo cara feia.

– Para ti? – admirou-se o homem. – Os cabritos pertenciam-me. A tua cabra, quando veio cá para casa, não tinha cabritos.

O meu bode é que lhos fez.

Portanto, os cabritos pertencem-me. Posso fazer deles o que eu quiser.

Não era este o ponto de vista da mulher. Quando há pontos de vista opostos, há discussão. Às vezes, a discussão escorrega para zanga. Foi o que aconteceu.

Fizeram mais barulho do que deviam e os vizinhos foram queixar-se ao juiz. Ele, que sabia julgar, que decidisse daquele caso.

O juiz, um rapaz novo e bem disposto, ouviu a história, pensou um bocadinho e disse:

– Eu hoje não posso tratar desse caso, porque tenho de ir avisar a minha mãe de que o meu pai deu à luz um bebé.

Ficaram todos muito espantados. Depois, desataram a rir.

Quando o dono do bode ouviu a resposta do juiz também se riu. E a mulher com ele. Aliás, ela ainda se riu mais.

Estava tudo esclarecido.

Tempos depois, na casa do homem e da mulher que por pouco não fora abaixo por causa de uma discussão de cabritos, nasceu um menino.

Dos dois, já se vê.

Outubro 19th, 2008

Livro – “Sonhos de Natal”

O livro Sonhos de Natal da autoria de António Mota, faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para projectos relacionados com o Natal nos 3º, 4º, 5º e 6º anos.

É um excelente livro de Natal, “cuja história se passa numa aldeia longínqua onde o Inverno chega mais cedo. Quando as férias de Natal de Manuel e das outras crianças se aproximam, a expectativa de que o Natal chegasse mais rápido é cada vez maior. Os preparativos para o Natal concediam a este ambiente caseiro uma atmosfera harmoniosa, em que as crianças faziam os pedidos ao Menino Jesus. Mas no fim há uma surpresa: o pai de Manuel regressa do Brasil, onde estava emigrado, na noite de Natal.

Outubro 17th, 2008

Oficina dos Brinquedos de Natal

Começa num sótão de uma velha casa a história que vamos contar. De uma mala entreaberta sai uma vozinha queixosa:

- Está frio, hoje! A quantos estamos?

“Talvez   em   Dezembro”,   “Parece-me   que   em Novembro…”, “Não sei se em Janeiro…”, respondem várias vozes estremunhadas.

- O cuco do relógio sabe. Dêem-lhe corda que ele diz – lembra outra voz mais esperta.

Da mala entreaberta sai um ursinho cor de canela, mas um pouco descorado. Espreguiça-se, volta a espreguiçar-se e trepa custosamente a em escadote.

Pendurado na parede e parado está o relógio de cuco, que já se não usa. O que se não usa está usado ou estragado, no sótão fica guardado.

- Não trabalho, mas faço contas de cabeça – diz de lá o cuco. – Se perco a conta ao tempo, nunca mais me acerto.

- Anda lá, despacha-te, e diz-nos a quantos estamos! – impacienta-se o ursinho de peluche.

- Neste momento são precisamente nove horas, treze minutos e vinte e cinco segundos… Cucu… cucu… cucu…

- O dia, o dia! – exigem várias vozes do rés-do-chão.

- … do dia 24 de Dezembro de… Cucu… cucu… cucu…

-  Véspera  de  Natal,  imaginem  -  e  uma  boneca  de cabelo emaranhado e saia traçada salta de uma gaveta a correr.

- Para onde vais tu com tanta pressa? – pergunta-lhe, do cimo do escadote, o ursinho cor de canela.

- Vou arranjar-me para a ceia. Estou atrasadíssima. Um palhaço amolgado aparece, a piscar os olhos, detrás de uma velha cómoda.

- Vai ver-te ao espelho, boneca tola! – diz-lhe ele.

- Detesto espelhos… – e a boneca põe-se a chorar.

De  caixas,  gavetas  e  arcas  saem  mais  bonecos  e brinquedos. Soldadinhos de espingarda partida, cavalos sem orelhas, macacos de algodão com o algodão à mostra, burros  de  pasta  ratada  e  até  um  carro  de  bombeiros, equilibrado em três rodas, acorrem ao choro da boneca.

- Há novidade? Há fogo, inundação, desastre? É preciso ajuda? – perguntam os bombeiros uns aos outros.

O palhaço amolgado tranquiliza-os: