‘Doces de Natal’
Rabanadas
As Rabanadas são muito frequentes na região do Douro e Minho e na Beira Litoral, as rabanadas também são conhecidas como fatias douradas.
Consistem em embeber, numa mistura de leite, ovos e mel, uma fatia de pão que depois se frita e se serve coberta de açúcar e de canela ou regada com calda de mel.
Camilo Castelo Branco chamava-lhe o ‘manjar dos anjos’, e Eduardo Sequeira dizia, que a moda da utilização do mel nas rabanadas tinha sido ‘importada’ de Amarante.

Filhós
As Filhós são os fritos mais comuns e apreciados no Natal.
A sua massa é feita à base de farinha, fermento, ovos e leite, mas o conjunto de todos os ingredientes difere um pouco por todo o país, podemos encontra-las em Trás-os-Montes, Alto Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Alentejo e Algarve.
A massa é habitualmente estendida à mão e depois frita. Comem-se polvilhadas de açúcar e canela.
Receitas de Filhós
Filhós de Carretilha
Filhoses de Laranja

O Tronco de Natal
Bolo tradicional desta quadra natalícia, o tronco de Natal não é mais do que uma espécie de torta recheada e coberta por um creme de manteiga e de chocolate, aplicando com um saco de pasteleiro canelado, para lhe dar o aspecto de casca de árvore.
Habitualmente, é decorado com golhas de azevinho, confeccionadas com massa de amêndoa.
A criação deste bolo remonta à segunda metade do século passado e pretendia evocar o verdadeiro tronco de madeira que em tempos ardia nas lareiras, durante toda a noite de Consoada. A sua confecção requer uma certa habilidade.
Receitas do Tronco de Natal
Super Tronco de Natal
Tronco de Natal Especial
Tronco de Natal

Broas
Deliciosas, é na época natalícia que elas aparecem com mais frequência.
Mas a verdadeira broa de Natal era uma espécie de bolo de milho e de mel achatado. Mais tarde, surgiram as broas mais ’sofisticadas’, como a Broa castelar (Receita Broa Castelar) e a de espécie, que continham outros ingredientes, como ovos, amêndoas, nozes, batata-doce.
As Broas são muito comuns na estremadura e são igualmente conhecidas por broinhas.

Coscorões de Natal
Pensa-se que os Coscorões sejam de origem mourisca, tendo sido introduzidos na Europa pelos cruzados.
Os Coscorões podem servir-se como entrada ou como sobremesa, dependendo do alimento que envolvem, e polvilhados de sal ou açúcar.
Cobrem frutos como maça, banana, ananás, ou flores, sendo estes últimos muito apreciados na Idade Média.
A base da sua massa é a farinha, água e cerveja e se forem confeccionados com claras em castelo ficam extraordinariamente leves.
Bolo Rei
Tal como o nome indica, o Bolo Rei foi destinado à comemoração do Dia de Reis. Contudo a tradição foi interrompida quando se começou a utiliza-lo no Natal, a festejar a festa de Cristo, e também no Ano Novo.
A partir da Idade Média, a Igreja atribuiu a este bolo o valor de pão bendito.
Mas a história da ‘fava’ é muito anterior e com ela pretendia-se eleger por um dia um rei ou rainha ao acaso.
Hoje, o Bolo Rei traz também dentro de si um brinde surpresa, normalmente uma figurinha.
E quando à fava, bom, não escolhe nenhum rei, mas sim quem paga o próximo bolo, tão apreciado pelas suas frutas cristalizadas espalhadas pela sua forma de coroa.

Azevias
Azevias – Doce de Natal
As azevias são um doce de Natal tipicamente alentejano, as azevias são feitas à base de uma massa de farinha recheada de doce de grão, de feijão, de miolo de pão com mel. São fritas e servem-se polvilhadas com açúcar.
O seu nome associa-se à sua forma de um peixe (azevia) oval e alongado.





Sonhos de Natal
Os Sonhos são um frito esponjoso, cuja massa se baseia em farinha, ovos, manteiga, e açúcar, com a configuração de ‘bolinhas’.
Comem-se envoltos em calda de açúcar.
