‘Histórias de Natal’

Dezembro 6th, 2011

Histórias imaginárias sobre o Natal

Muito do que é considerado verdadeiro sobre o Natal ou mantido como tradição não foi, nem tem sido verificado, acabando por sofrer alterações com os passar dos anos.

Mesmo o próprio dia de Natal, 25 de Dezembro, é posto em causa se é realmente o dia em que Jesus nasceu. Cépticos têm-se questionado sobre o facto de em pleno Inverno existirem pastores que vigiam os seus rebanhos de noite.

Estes cépticos pensam que na realidade Jesus deve ter nascido na Primavera. É por isso que existem muitas histórias imaginárias e contos sobre o Natal e a época natalícia.

A história mais comum e aquela que todos contam, especialmente às crianças é sobre o Pai Natal, também chamado de São Nicolau. Mas mesmo aceitando que o São Nicolau existiu, onde vive e como é capaz de chegar a todas as casas dos rapazes e raparigas que foram bons durante o ano na Véspera de Natal?Pai Natal e a Rena Rodolfo

Nos Estados Unidos, o Pai Natal tem duas casas. Uma é no Connecticut em Torrington, que é o ponto de distribuição do Pai Natal e dos seus ajudantes elfos, para entregar presentes. A segunda fica em Wilmington Nova Iorque, onde o Pai Natal e as renas vivem.

Mas o Pai Natal pode ser visitado no ciberespaço sempre que se queira e que dizer da crença que este vive numa vila no Pólo Norte? As pessoas da Finlândia também reivindicam o seu país como sendo a residência oficial do Pai Natal.

Isto porque na Finlândia, pode actualmente visitar a vila do Pai Natal todo o ano, ver a sua fábrica de brinquedos e observar o Pai Natal e os elfos a trabalhar e a preparar os presentes para a entrega na véspera de Natal. O único dia em que a fábrica de brinquedos do Pai Natal está fechada aos visitantes é, claro, na véspera de Natal.

Provavelmente um visitante inteligente pode visitar a fábrica do Pai Natal um dia antes da véspera de Natal para ver se encontra algumas pistas sobre como o Pai Natal e as suas renas vão fazer a sua viagem no dia seguinte. Isto porque como a história conta, na Finlândia, o Pai Natal e as suas renas não chegam aos vários locais do globo a voar.

A Finlândia acolhe os visitantes na Fábrica do Pai Natal, mas não existe nada que diga que podem falar com o próprio Pai Natal. Embora seja impossível fazê-lo, uma das questões a fazer ao Pai Natal seria se o Rodolfo é filho da rena Trovão ou se o Pai Natal viu-o numa vila de renas numa noite de nevoeiro na véspera de Natal, quando já tinha começado a entrega de presentes.

Se os meros mortais tivessem a possibilidade de questionar o Pai Natal, certamente que este também teria algumas questões para nós humanos.

Queria saber de quem foi a ideia de ter árvores de Natal com presentes debaixo destas.

A tradição da árvore de Natal como existe actualmente veio da Alemanha através da imigração. Mas não se sabe como é que esta começou e se difundiu pelo país. Uma das lendas é que os Cristãos alemães durante o séc. XVI começaram a levar grandes árvores para o interior das suas casas para as decorar.

Alguns desses cristãos construíam também pirâmides no Natal. Estas pirâmides eram feitas de madeira e podiam ser decoradas com ramos, folhagens e velas se a madeira fosse pouca. Foi, no entanto, Martinho Lutero, o responsável pela Reforma Protestante, que referiu ter sido o primeiro a decorar a árvore de Natal com velas acesas, inspirado na luz das estrelas cintilantes que podia ver entre as árvores numa noite de Inverno quando ia a pé para casa.

Segundo a lenda, Martinho Lutero, colocou a árvore na sala principal da sua casa e colocou fios com pequenas velas acesas à volta dos ramos desta.

E foi assim que segundo a lenda, a tradição da árvore de Natal como a conhecemos actualmente, começou.

Novembro 25th, 2011

A História de Natal

A ideia de celebrar o Nascimento de Jesus foi uma forma de substituir os feriados pagãos celebrados em Roma durante o solstício do Inverno. A igreja pensou que as celebrações de Natal iriam ser mais populares se coincidissem com os festivais tradicionais celebrados durante o solstício de Inverno.

Embora algumas celebrações do Natal sejam seculares, o aspecto religioso destas é o ponto central. Podemos confirmar esta evidência nas missas de Natal como a Missa da Meia-Noite e nas muitas cenas do nascimento de Jesus ou na história de Natal, sempre presente quando celebramos esta época.
A História de Natal
A história começou em Nazaré da Galileia acerca de dois mil anos atrás. Maria, uma mulher jovem, estava noiva de um carpinteiro de nome José. Um dia, um anjo apareceu-lhe e disse-lhe que ia ter um filho. Ela não compreendeu como tal era possível, devido à sua natureza reservada e porque ainda não tinha estado com José. O anjo explicou-lhe que aquela criança era especial, pois era o filho de Deus e o seu nome seria Jesus. Maria e José casaram pouco tempo depois da aparição do anjo. Quando estava na altura de Maria ter o bebé, o casal teve que viajar até Belém, onde José nasceu, para pagar uma taxa especial.

Foi difícil encontrar um lugar para ficarem, por existir mais pessoas que pernoitavam em Belém para pagar essas mesmas taxas. Foi por isso que Jesus, a criança sagrada e o Filho de Deus, nasceu embrulhado em trapos e colocado numa manjedoura a servir de berço. Ao mesmo tempo que Maria dava à luz, pastores que estavam no campo e olhavam para Belém viram uma estrela muito brilhante no céu. Eles nunca tinham visto nada como aquela estrela e sentiram alguma curiosidade e medo. Um anjo apareceu e deu-lhes as “boas notícias”, que o Filho de Deus nasceu em Belém. Os pastores deixaram os seus rebanhos e foram até Belém à procura do bebé. Quando chegaram ao estábulo, ficaram muito contentes por ver Jesus. Ajoelharam-se e ficaram a adorá-Lo. Disseram a Maria e José sobre a estrela brilhante e a aparição do anjo que disse que Jesus ia ser a Salvação do mundo.

A estrela cadente foi também vista pelos Reis Magos no Oriente. Estes que tinham estudado as estrelas, sabiam que um novo e grandioso governante iria aparecer, assim que uma extraordinária estrela cadente surgisse no céu. Três dos Reis Magos partiram ao seu encontro. Primeiro visitaram o rei Herodes em Jerusalém, por pensarem que a criança tinha nascido no palácio. Mas quando perguntaram se podiam ver a criança que se ia tornar no novo governante, o rei Herodes mostrou-se muito preocupado, por pensar que o iam retirar do trono. O rei disse aos Três Reis Magos que quando encontrassem a criança, a deveriam trazer até ele para que ele pudesse adorá-la.

Os Três Reis Magos usaram a estrela cadente como guia para irem até Belém, onde encontraram Maria, José e o bebé Jesus a quem adoraram e ofereceram presentes, como ouro, incenso e mirra. Em algumas celebrações do Natal, os Três Reis Magos são lembrados no dia 6 de Janeiro, conhecido como o Dia de Reis, que marca a data em que estes encontraram Jesus. Mais tarde, nessa mesma noite, os Três Reis Magos, sonharam com um anjo que lhes dizia que o rei Herodes queria matar Jesus. Deixaram Belém e regressaram ao Oriente, mas não passaram por Jerusalém para contar ao rei Herodes que tinham encontrado a criança.

José que também teve um sonho depois dos Três Reis Magos partirem, onde um anjo lhe disse para levar Maria e Jesus até ao Egipto, pois Herodes tinha ordenado que matassem Jesus. Num esforço de acabar com a vida de Jesus, depois dos Três Reis Magos não o terem informado da localização do bebé, Herodes mandou matar todos os bebés rapazes de Jerusalém. Mas já há muito que Maria e José tinham partido com o bebé Jesus.

Novembro 19th, 2011

Rodolfo e as Renas do Pai Natal

Provavelmente é o indiscutível charme de Rodolfo, a rena de nariz vermelho, que faz com que esta seja a mais conhecida e popular de todas as nove renas voadoras do Pai Natal. Não é assim tão fácil encontrar uma descrição tão cativante para as outras renas – Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago – como podemos ouvir na música dedicada a estas.
Rudolfo A Rena do Pai Natal
A história de Rodolfo cujo nariz vermelho e brilhante o faz destacar-se, apareceu em 1939 quando a rede de lojas Montgomery Ward distribuíram cerca de 2,4 milhões de panfletos com o poema que contava a história de Rodolfo, a Rena de Nariz Vermelho. Este poema foi escrito por Robert L. May, que trabalhava no departamento de publicidade e marketing, de forma a atrair mais clientes para a loja. Quando o panfleto foi reeditado nesse mesmo ano as vendas subiram em mais de 3,5 milhões. Mas foi só na década seguinte, em 1949, que esta história se tornou popular, quando Gene Autry cantou a versão musical desta fábula. Como canção de Natal está em segundo lugar em termos de popularidade em relação à canção Natal Branco que está em primeiro.

Rodolfo, a nona rena cujo nariz iluminado guia o trenó do Pai Natal pela noite, é conhecido mundialmente desde que a sua canção foi traduzida em mais de 20 línguas diferentes e devido à criação de um filme de animação baseado nesta história de Natal. Rodolfo e o seu vistoso nariz que tem sido alvo de piadas, gerou mais interesse nas renas levando a que houvesse uma maior investigação acerca do Pai Natal e das respectivas renas voadoras que ajudam o trenó a levantar voo.

Em conjunto com o ritmo contagiante das letras, a história de Rodolfo é bastante apelativa pela lição de moral que tem. Durante a história, Rodolfo é posto de parte pelas outras renas, que riem e gozam com ele por ter um nariz vermelho. Mas numa noite de nevoeiro, quando o Pai Natal está preocupado por não poder entregar os presentes de Natal por todo o mundo, vê o Rodolfo e pede-lhe para ser ele a liderar as renas e o trenó naquela noite. “O brilhante nariz vermelho dele é útil para iluminar o caminho”, pensa o Pai Natal. A partir desse momento “todas as outras renas passam a adorá-lo” e prevêem correctamente que ele “entrará para a história”. Para além da lição de moral que a história transmite, é fácil perceber que aquilo que era visto como algo negativo ou sem utilidade passa a ser usado para um propósito positivo e por isso é visto como uma vantagem. Também deixa bem claro que uma pessoa não deve deixar que o comportamento negativo dos outros o defina e limite as expectativas do que cada um consegue alcançar. Demonstra também quão rápido as opiniões e atitudes sobre uma pessoa podem mudar.

A questão que permanece é de onde é que Rodolfo veio. Ele é comummente indicado como filho de Trovão, uma das oito renas originais. Mas o site Snopes.com rejeita este facto, ao dizer que vivia numa vila de renas em nenhures, onde o Pai Natal o viu quando estava a começar a sua jornada de entrega de presentes na Véspera de Natal. Numa evolução moderna da história de acordo com a Wikipédia.com, uma animação da BBC, apresenta o filho de Rodolfo, Robbie. O seu filho tornou-se a décima rena. É também interessante que a ideia de o trenó do Pai Natal ser puxado por renas tenha origem no poema Era Véspera de Natal. Este poema conta a história de São Nicolau, ou seja o Pai Natal, a chamar as suas pequenas oito renas pelos nomes acima mencionados, antes de descer pela chaminé de uma casa e encher as meias com os brinquedos que carrega num saco às costas.

Março 29th, 2009

Feliz Natal eleito o melhor filme em Los Angeles Brazilian Film Festival

O actor e director Selton Mello ganhou o prémio de melhor realizador com o filme Feliz Natal, que já arrebatou seis estatuetas importantes, e vai participar, em muitos mais.

O filme já ganhou os festivais de Paulínia e Goiânia,e uma menção especial no Festival de Imola, na Itália.

Feliz Natal Quando a guerra rebenta no Verão de 1914, surpreende e arrasta milhões de homens no seu turbilhão. E o Natal chega, com a neve e as prendas das famílias e dos Estados-Maiores. Nessa noite, um acontecimento notável vai mudar para sempre o destino de 4 personagens: um pastor escocês, um tenente francês, um tenor alemão e um soprano dinamarquês, estrelas da época que, por ocasião da noite de Natal de 1914, se vão encontrar no meio de uma confraternização sem precedentes entre soldados alemães, franceses e britânicos. Vão deixar a espingarda no fundo das trincheiras para irem ter com quem está do outro lado, apertar-lhe a mão, trocar cigarros e chocolate, desejar “Feliz Natal!”

Janeiro 23rd, 2009

Fantasma do Natal

A Christmas Carol” é uma animação da Disney, que surge em filme numa adaptação do conto de Charles Dickens.

Este filme conta a história do velho e rabugento, Scrooge, que durante a noite de Natal recebe em sua casa a visita de três fantasmas, do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro, e são eles que vão demonstrar a Scrooge, que ele tem está a desperdiçar a sua vida, mas ainda vai a tempo de mudar.

Este conto já fo adaptado várias vezes, a própria Disney produziu uma curta-metragem, com o título de Cântico de Natal em 1983, onde Mickey e seus amigos vivem esta história de Natal.

O actor Jim Carrey vai interpretar várias personagens no filme “A Christmas Carol”, o velho Scrooge e três fantasmas.

Aparecendo assim com visual totalmente diferente: cabelo grisalho, pele enrugada e nariz de “bruxa”!

Dezembro 1st, 2008

Nasceu o pinheiro de Natal

No meio da floresta, vivia um pinheirinho muito envergonhado. Queixava-se ele de que tinha umas folhas insignificantes, tão magras e aguçadas, que as outras árvores, por troça, diziam:

– Tu não tens folhas. Tens agulhas, em vez de folhas.

Isso custava-lhe muito. Magoava-o. Entristecia-o. A fada Flora, para alegrar o pinheirinho, vestiu-o, uma vez, de oiro e de prata.

Estava lindo. Sentiu-se outro. Perdeu as mágoas. Mas um ladrão, que se tinha escondido na floresta, ao ver tal fortuna em ouro e prata, roubou-lhe as folhas todas.

Ficou o pinheirinho num grande desespero. O tronco e os ramos tiritavam, despidos de folhas.

Então, a fada Flora voltou a condoer-se do pinheiro triste e nu. Fez uma nova mágica e o pinheirinho, no dia seguinte, acordou coberto de agulhas de vidro tilintante.

Assim, sim! Nada podia acontecer-lhe de mal, porque o vidro não atrai cobiça.

Só não contava com o vento, que veio a correr, para admirar de perto tal maravilha.

Desastrado como ele é sempre, abanou a pequenina árvore tanto que as folhas de vidro bateram umas nas outras. Caíram no chão e partiram-se.

Lamentou-se o pinheirinho:

– Afinal, mais me valiam as minhas antigas folhas verdes e agudas.

A fada Flora, cheia de paciência, tornou a dar-lhe o fato antigo de árvore verdadeira. Talvez ela já tivesse calculado que assim voltaria a acontecer. Talvez ela tivesse feito tudo
de propósito…

Fosse como fosse, o pinheirinho estava, finalmente, feliz.
De longe em longe, muito de longe em longe, não disfarça um curto suspiro de saudade:
– Que bem que eu ficava, vestido de ouro e prata. E que bonito, todo coberto de vidro.

Mas é um pensamento de raspão e passa-lhe depressa.

No entanto, a lenda conta que alguém, adivinhando os pensamentos do pinheirinho, resolveu enfeitá-lo com lindas bolas de vidro de todas as cores e fios de prata e de ouro a fingir.

Assim nasceu o pinheiro de Natal.

 

Novembro 25th, 2008

Primeiro Natal do Pardalito

Aqui há coisa de três semanas, um pardal do Rossio, daqueles que escolheram para poiso e morada os ramos das árvores que circundam a dita praça, começou assim a história que vamos contar:

– Companheiros pardais, pardalitos e pardalões, escutem todos, a notícia é importante.

Juntou-se a pardalada. Quem ali passe todas as tardes, à hora da saída dos empregos, não deve estranhar o arruído que vem das árvores despidas de folha, mas cheias, cheinhas de passarinhos tagarelas. As pessoas andam na sua vida muito apressadas, e nem sequer dão conta da chilreada doida dos pardais:

“Chega-te para lá! Aí sou eu”
“Olha o pardalão a querer tomar-me o lugar…”.
“Ai que ainda te dou uma bicada…”.
“Não me provoques!”.
“Toma que é para saberes”.
“Deixa-me em paz”.

Mas voltemos à nossa história.

Oiçamos o que o pardal tem para dizer:
– Peço silêncio, se não calo-me – piava ele, tentando impor a ordem à assembleia.

Demorou o seu tempo.

Os pardais são uns espalhafatosos e uns gralhadores incorrigíveis.

– A notícia que vos trago importa a todos. Há bocadinho, estava eu poisado num ramo baixo, e ouvi uma conversa entre um cauteleiro e um engraxador. Sabem do que estavam a falar?

Novembro 21st, 2008

Silva e Pinheiro

O senhor Pinheiro é um emproado. Quando chega ao trabalho, não cumprimenta ninguém e vai logo enfiar-se no seu gabinete, como se fosse a única pessoa daquele escritório.

Em contrapartida, o senhor Silva é um homem gentil, sempre de sorriso afável e muito amigo de ajudar. Lá no escritório, todos gostam dele.

Estava eu a meditar nas diferenças do mundo e comportamento oposto dos meus dois colegas, quando me ocorreu esta história ou fábula entre um pinheiro e uma silva.

Era a árvore mais imponente do lugar. De pescoço altivo, o pinheiro bravo não prestava atenção aos seus vizinhos de baixo, pinheiritos jovens e alguns arbustos, como a silva, a ensarilhar uma moita.

Mas a silva, enervada com tanta prosápia, interpelou-o, como quem pede explicações:

– Fale à gente. Somos todos cidadãos do reino vegetal, uns mais altos do que os outros, mas todos com raízes no mesmo chão.

– Julgas tu – respondeu-lhe o pinheiro. – Eu pertenço mais ao céu do que à terra.
Os meus ramos e a minha copa quase tocam as nuvens. Não tenho nada a ver com vocês, insignificantes e rasteiras plantas, a cobrirem-se de pó.

No meio do seu emaranhado de picos, a silva mais se retorceu de indignação, mas não quis sustentar a disputa.

Àquele pinheiro nada o convencia. Convenceu-o um lenhador, que por ali passou.
Bateu no tronco possante e disse:
– Está na conta.

E começou à machadada ao pinheiro. A desmoronar-se sobre a terra, num grande gemido, o pinheiro formulou um último desejo: “Quem me dera ser silva…”. Mas não lhe serviu de nada.

Um dia destes, hei-de dar a ler esta história ao senhor Pinheiro. Talvez dela tire algum proveito, quem sabe?

Novembro 14th, 2008

Por causa de uns cabritos

Era uma vez um homem. Era uma vez uma mulher.

Encontraram-se, agradaram-se um do outro e vai daí casaram-se.

Esta história começa onde as outras acabam. Mas há mais para contar.

A mulher levou para a casa nova uma cabrinha de que nunca se apartara. O homem levou um bode, que sempre lhe fizera companhia.

Já se vê que a cabra e o bode apreciaram a ideia. Meses depois nasceram cabritos.

– Vou vendê-los no mercado e com o dinheiro que ganhar quero comprar umas coisa para mim – disse o homem.

– E para mim? – perguntou a mulher, fazendo cara feia.

– Para ti? – admirou-se o homem. – Os cabritos pertenciam-me. A tua cabra, quando veio cá para casa, não tinha cabritos.

O meu bode é que lhos fez.

Portanto, os cabritos pertencem-me. Posso fazer deles o que eu quiser.

Não era este o ponto de vista da mulher. Quando há pontos de vista opostos, há discussão. Às vezes, a discussão escorrega para zanga. Foi o que aconteceu.

Fizeram mais barulho do que deviam e os vizinhos foram queixar-se ao juiz. Ele, que sabia julgar, que decidisse daquele caso.

O juiz, um rapaz novo e bem disposto, ouviu a história, pensou um bocadinho e disse:

– Eu hoje não posso tratar desse caso, porque tenho de ir avisar a minha mãe de que o meu pai deu à luz um bebé.

Ficaram todos muito espantados. Depois, desataram a rir.

Quando o dono do bode ouviu a resposta do juiz também se riu. E a mulher com ele. Aliás, ela ainda se riu mais.

Estava tudo esclarecido.

Tempos depois, na casa do homem e da mulher que por pouco não fora abaixo por causa de uma discussão de cabritos, nasceu um menino.

Dos dois, já se vê.

Outubro 19th, 2008

Livro – “Sonhos de Natal”

O livro Sonhos de Natal da autoria de António Mota, faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para projectos relacionados com o Natal nos 3º, 4º, 5º e 6º anos.

É um excelente livro de Natal, “cuja história se passa numa aldeia longínqua onde o Inverno chega mais cedo. Quando as férias de Natal de Manuel e das outras crianças se aproximam, a expectativa de que o Natal chegasse mais rápido é cada vez maior. Os preparativos para o Natal concediam a este ambiente caseiro uma atmosfera harmoniosa, em que as crianças faziam os pedidos ao Menino Jesus. Mas no fim há uma surpresa: o pai de Manuel regressa do Brasil, onde estava emigrado, na noite de Natal.