‘História do Natal’
Histórias imaginárias sobre o Natal
Muito do que é considerado verdadeiro sobre o Natal ou mantido como tradição não foi, nem tem sido verificado, acabando por sofrer alterações com os passar dos anos.
Mesmo o próprio dia de Natal, 25 de Dezembro, é posto em causa se é realmente o dia em que Jesus nasceu. Cépticos têm-se questionado sobre o facto de em pleno Inverno existirem pastores que vigiam os seus rebanhos de noite.
Estes cépticos pensam que na realidade Jesus deve ter nascido na Primavera. É por isso que existem muitas histórias imaginárias e contos sobre o Natal e a época natalícia.
A história mais comum e aquela que todos contam, especialmente às crianças é sobre o Pai Natal, também chamado de São Nicolau. Mas mesmo aceitando que o São Nicolau existiu, onde vive e como é capaz de chegar a todas as casas dos rapazes e raparigas que foram bons durante o ano na Véspera de Natal?
Nos Estados Unidos, o Pai Natal tem duas casas. Uma é no Connecticut em Torrington, que é o ponto de distribuição do Pai Natal e dos seus ajudantes elfos, para entregar presentes. A segunda fica em Wilmington Nova Iorque, onde o Pai Natal e as renas vivem.
Mas o Pai Natal pode ser visitado no ciberespaço sempre que se queira e que dizer da crença que este vive numa vila no Pólo Norte? As pessoas da Finlândia também reivindicam o seu país como sendo a residência oficial do Pai Natal.
Isto porque na Finlândia, pode actualmente visitar a vila do Pai Natal todo o ano, ver a sua fábrica de brinquedos e observar o Pai Natal e os elfos a trabalhar e a preparar os presentes para a entrega na véspera de Natal. O único dia em que a fábrica de brinquedos do Pai Natal está fechada aos visitantes é, claro, na véspera de Natal.
Provavelmente um visitante inteligente pode visitar a fábrica do Pai Natal um dia antes da véspera de Natal para ver se encontra algumas pistas sobre como o Pai Natal e as suas renas vão fazer a sua viagem no dia seguinte. Isto porque como a história conta, na Finlândia, o Pai Natal e as suas renas não chegam aos vários locais do globo a voar.
A Finlândia acolhe os visitantes na Fábrica do Pai Natal, mas não existe nada que diga que podem falar com o próprio Pai Natal. Embora seja impossível fazê-lo, uma das questões a fazer ao Pai Natal seria se o Rodolfo é filho da rena Trovão ou se o Pai Natal viu-o numa vila de renas numa noite de nevoeiro na véspera de Natal, quando já tinha começado a entrega de presentes.
Se os meros mortais tivessem a possibilidade de questionar o Pai Natal, certamente que este também teria algumas questões para nós humanos.
Queria saber de quem foi a ideia de ter árvores de Natal com presentes debaixo destas.
A tradição da árvore de Natal como existe actualmente veio da Alemanha através da imigração. Mas não se sabe como é que esta começou e se difundiu pelo país. Uma das lendas é que os Cristãos alemães durante o séc. XVI começaram a levar grandes árvores para o interior das suas casas para as decorar.
Alguns desses cristãos construíam também pirâmides no Natal. Estas pirâmides eram feitas de madeira e podiam ser decoradas com ramos, folhagens e velas se a madeira fosse pouca. Foi, no entanto, Martinho Lutero, o responsável pela Reforma Protestante, que referiu ter sido o primeiro a decorar a árvore de Natal com velas acesas, inspirado na luz das estrelas cintilantes que podia ver entre as árvores numa noite de Inverno quando ia a pé para casa.
Segundo a lenda, Martinho Lutero, colocou a árvore na sala principal da sua casa e colocou fios com pequenas velas acesas à volta dos ramos desta.
E foi assim que segundo a lenda, a tradição da árvore de Natal como a conhecemos actualmente, começou.
História do Natal – O começo…
Seria demasiado simples imaginar o Natal como uma simples tradição, para celebrar o nascimento de Jesus.
Tudo começaria com a história nativa, que remonta a 25 de Dezembro, data de nascimento de Jesus Cristo, estabelecendo a premissa de dar e receber.
Ao longo dos séculos a forma tradicional de celebrar o Natal foi mudando, começou com a montagem do presépio, seguiu-se a árvore de Natal e finalmente o dia dos presentes inflacionado com um gigante boneco de neve e muitas luzes a piscar.
A história do Natal está assim em constante evolução. É uma história variada, que é actualmente muito mais do que a celebração do nascimento de Jesus.



A História do Natal
A ideia de celebrar o Nascimento de Jesus foi uma forma de substituir os feriados pagãos celebrados em Roma durante o solstício do Inverno. A igreja pensou que as celebrações de Natal iriam ser mais populares se coincidissem com os festivais tradicionais celebrados durante o solstício de Inverno.
Embora algumas celebrações do Natal sejam seculares, o aspecto religioso destas é o ponto central. Podemos confirmar esta evidência nas missas de Natal como a Missa da Meia-Noite e nas muitas cenas do nascimento de Jesus ou na história de Natal, sempre presente quando celebramos esta época.
A história começou em Nazaré da Galileia acerca de dois mil anos atrás. Maria, uma mulher jovem, estava noiva de um carpinteiro de nome José. Um dia, um anjo apareceu-lhe e disse-lhe que ia ter um filho. Ela não compreendeu como tal era possível, devido à sua natureza reservada e porque ainda não tinha estado com José.
O anjo explicou-lhe que aquela criança era especial, pois era o filho de Deus e o seu nome seria Jesus. Maria e José casaram pouco tempo depois da aparição do anjo. Quando estava na altura de Maria ter o bebé, o casal teve que viajar até Belém, onde José nasceu, para pagar uma taxa especial.
Foi difícil encontrar um lugar para ficarem, por existir mais pessoas que pernoitavam em Belém para pagar essas mesmas taxas. Foi por isso que Jesus, a criança sagrada e o Filho de Deus, nasceu embrulhado em trapos e colocado numa manjedoura a servir de berço. Ao mesmo tempo que Maria dava à luz, pastores que estavam no campo e olhavam para Belém viram uma estrela muito brilhante no céu.
Eles nunca tinham visto nada como aquela estrela e sentiram alguma curiosidade e medo. Um anjo apareceu e deu-lhes as “boas notícias”, que o Filho de Deus nasceu em Belém. Os pastores deixaram os seus rebanhos e foram até Belém à procura do bebé. Quando chegaram ao estábulo, ficaram muito contentes por ver Jesus. Ajoelharam-se e ficaram a adorá-Lo. Disseram a Maria e José sobre a estrela brilhante e a aparição do anjo que disse que Jesus ia ser a Salvação do mundo.
A estrela cadente foi também vista pelos Reis Magos no Oriente. Estes que tinham estudado as estrelas, sabiam que um novo e grandioso governante iria aparecer, assim que uma extraordinária estrela cadente surgisse no céu. Três dos Reis Magos partiram ao seu encontro. Primeiro visitaram o rei Herodes em Jerusalém, por pensarem que a criança tinha nascido no palácio.
Mas quando perguntaram se podiam ver a criança que se ia tornar no novo governante, o rei Herodes mostrou-se muito preocupado, por pensar que o iam retirar do trono. O rei disse aos Três Reis Magos que quando encontrassem a criança, a deveriam trazer até ele para que ele pudesse adorá-la.
Os Três Reis Magos usaram a estrela cadente como guia para irem até Belém, onde encontraram Maria, José e o bebé Jesus a quem adoraram e ofereceram presentes, como ouro, incenso e mirra. Em algumas celebrações do Natal, os Três Reis Magos são lembrados no dia 6 de Janeiro, conhecido como o Dia de Reis, que marca a data em que estes encontraram Jesus.
Mais tarde, nessa mesma noite, os Três Reis Magos, sonharam com um anjo que lhes dizia que o rei Herodes queria matar Jesus. Deixaram Belém e regressaram ao Oriente, mas não passaram por Jerusalém para contar ao rei Herodes que tinham encontrado a criança.
José que também teve um sonho depois dos Três Reis Magos partirem, onde um anjo lhe disse para levar Maria e Jesus até ao Egipto, pois Herodes tinha ordenado que matassem Jesus.
Num esforço de acabar com a vida de Jesus, depois dos Três Reis Magos não o terem informado da localização do bebé, Herodes mandou matar todos os bebés rapazes de Jerusalém. Mas já há muito que Maria e José tinham partido com o bebé Jesus.