Natal 2009
Tens um site/blog? Adiciona-nos:
Novidades
- Frases de Natal 2009
- Dia de Natal
- Frasco de Natal
- Cartões postais de Natal
- Meia de Natal
- Pai Natal em cartão
- Bota de Natal
Super Natal
Categorias
- Adivinhas de Natal
- Anedotas de Natal
- Campanha de Natal
- Contos de Natal
- Decoração de Natal
- Dia de Reis
- Doces de Natal
- História do Natal
- Histórias de Natal
- Imagens de Natal
- Jogos de Natal
- Livros de Natal
- Mensagens de Natal
- Músicas de Natal
- Natal
- Pai Natal
- Passatempos de Natal
- Poemas de Natal
- Postais de Natal
- Prendas de Natal
- Receitas de Natal
- SMS de Natal
- Sugestões de Presentes
- Viagens de Natal
- Vídeos de Natal
Comentários
- ellen em Livro com fotos de Michael Jackson
- maria carmo em Emoticons msn natal
- luisa em Canção do Pai Natal
- luisa em A cebola e a árvore de Natal
- luisa em Uma Moldura de Natal



Silva e Pinheiro
O senhor Pinheiro é um emproado. Quando chega ao trabalho, não cumprimenta ninguém e vai logo enfiar-se no seu gabinete, como se fosse a única pessoa daquele escritório.
Em contrapartida, o senhor Silva é um homem gentil, sempre de sorriso afável e muito amigo de ajudar. Lá no escritório, todos gostam dele.
Estava eu a meditar nas diferenças do mundo e comportamento oposto dos meus dois colegas, quando me ocorreu esta história ou fábula entre um pinheiro e uma silva.
Era a árvore mais imponente do lugar. De pescoço altivo, o pinheiro bravo não prestava atenção aos seus vizinhos de baixo, pinheiritos jovens e alguns arbustos, como a silva, a ensarilhar uma moita.
Mas a silva, enervada com tanta prosápia, interpelou-o, como quem pede explicações:
– Fale à gente. Somos todos cidadãos do reino vegetal, uns mais altos do que os outros, mas todos com raízes no mesmo chão.
– Julgas tu – respondeu-lhe o pinheiro. – Eu pertenço mais ao céu do que à terra.
Os meus ramos e a minha copa quase tocam as nuvens. Não tenho nada a ver com vocês, insignificantes e rasteiras plantas, a cobrirem-se de pó.
No meio do seu emaranhado de picos, a silva mais se retorceu de indignação, mas não quis sustentar a disputa.
Àquele pinheiro nada o convencia. Convenceu-o um lenhador, que por ali passou.
Bateu no tronco possante e disse:
– Está na conta.
E começou à machadada ao pinheiro. A desmoronar-se sobre a terra, num grande gemido, o pinheiro formulou um último desejo: “Quem me dera ser silva…”. Mas não lhe serviu de nada.
Um dia destes, hei-de dar a ler esta história ao senhor Pinheiro. Talvez dela tire algum proveito, quem sabe?